SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO CEARÁ
6ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação –
6ª CREDE
E.E.E.P. FRANCISCA MAURA MARTINS
A Influência da Eletrificação Rural e a expansão dos meios de comunicação no “esquecimento” dos contos populares.
Hidrolândia
Novembro / 2011
1-INTRODUÇÃO
O objetivo do trabalho é analisar “causos” na sua maioria de Assombração retirando deles diversos ensinamentos transmitidos pela memória dos mais “Velhos”. O trabalho foi realizado a partir da análise de documentação oral apoiado em obras acerca da História Cultural. Esses “causos” resgatados pelas vozes de múltiplos e diferentes narradores estão inseridos na zona rural de Hidrolândia. Eles se passavam sempre nas pequenas propriedades rurais, de hábito simples, sem luxo, sem conforto ou regalias como as que temos hoje. A total escuridão noturna era rompida apenas pelo lampião ou alguma “aparição” repentina. À tardezinha, após o longo dia de trabalho, talvez o único meio de lazer fosse os passeios a cavalo nas casas dos vizinhos e amigos. Era nessa hora que todos se reuniam para contar como foram o dia, as novidades, discutir política, religião e principalmente contar “causos”.
Na medida em que a noite entrava, dava mais credibilidade a essas histórias, que na maioria vão contra a lógica racionalista. Todo o ambiente em que eram contados, bem como a crença na veracidade da história dava uma credibilidade a mais aos “causos”, e ao próprio narrador. A grande maioria dos “causos” de assombração acontecia à noite, período no qual eram guardados vários mistérios. Não havia luz, a não ser a luz do luar. Daí o medo, a insegurança, o medo do desconhecido, o medo do que poderá se encontrar na noite. Devido às constantes transformações que o campo vem sofrendo, como o êxodo rural, o processo de eletrificação rural, a introdução da televisão como meio de entretenimento, desmatamentos, mecanização do campo, acabaram mudando o ambiente da zona rural de Hidrolândia e contribuindo para a diminuição e, quem sabe, num futuro próximo o fim dessa prática de contar “causos”, transferindo essa tarefa às instituições formais de ensino. Os jovens de hoje, moradores da zona rural de Hidrolândia, têm outras ocupações nas suas horas de lazer, como a televisão que os prende a uma programação pré-estabelecida, carregada de influências muitas vezes prejudiciais à sua formação. Era comum educar os mais jovens através das narrativas orais, portando os “causos” podem ser vistos enquanto instrumento informal de educação, utilizados com a finalidade de ensinar, intimidar e disciplinar. Cada “causo” na realidade possui uma função educativa, pois os “Velhos contavam com a intenção de formar moralmente e eticamente os mais jovens”. Todos esses relatos e o hábito de contar “causos” infelizmente estão se perdendo. Contudo, os “causos” que levantamos possuem um sentido, uma explicação implícita em cada um, e todos eles apontam para um tipo de ensinamento. Cada um possui uma importância pedagógica, como forma moralizadora, de formação de caráter e disciplinadora. Mesmo porque essas manifestações aparecem em certas ocasiões, devido um comportamento impróprio, por exemplo. Essas histórias resgatadas através da memória dos “velhos” são na realidade um importante repasse de experiências educativas e que estão perdendo espaço enquanto instrumento formal, para a televisão, principalmente, e outros meios de entretenimento, deixando de lado toda a sabedoria que era passada de geração a geração através da memória dos “velhos”.
2 - OBJETIVOS
Objetivo Geral
O objetivo dessa pesquisa é principalmente mostrar para o publico a crença da população regional em alguns mitos populares, que antes eram muitos contados por nossos antepassados e em que contemporaneamente esses mitos vêm sumindo pelo simples fato da presença dos meios de comunicação fáceis e a eletrificação rural.
Devido ao fato da grande facilidade hoje dos meios de comunicações a população rural de Hidrolândia vem deixando suas raízes culturais morrer, pois as pessoas hoje têm muito mais a fazer que ouvir historias contadas pelos mais velhos.
Objetivos Específicos
Analisar “causos” na sua maioria de Assombração retirando deles diversos ensinamentos transmitidos pela memória dos mais “Velhos”.
3 - JUSTIFICATIVA
A pesquisa é importante para que o público-alvo da região de Hidrolândia entenda a redução dos contos populares, pois este assunto esta desaparecendo com o surgimento da eletrificação e dos meios de comunicação. Pois se atenção da população não ficar voltada para esse tema conseqüentemente irá sumindo aos poucos, e as nossas próximas gerações acabarão não conhecendo a cultura dos seus antepassados.
A equipe resolveu escolher esse assunto por que temos medo que a cultura da nossa região não seja repassada para nossos filhos e netos, porém com a eletrificação e o surgimento dos meios de comunicação as crianças não se preocupam mais em ouvir os mitos repassados pelos seus avos, pois irá sempre se ocupar com outras coisas.
Com essa pesquisa poderemos conscientizar as pessoas a não deixarem a nossa cultura acabar. E assim dando mais importância a sua cultura local e não deixar que esses mitos e historias sejam apagados de suas memórias.
5 – COMCLUSÕES E DISCURÇÕES
Com os estudos de pesquisas bibliográficas e entrevistas orais estabelecidos pela equipe foi possível concluir que a eletricidade e seus afluentes, proporcionaram para o desaparecimento de historias repassado pelos mais velhos da comunidade.
Antes do estabelecimento da eletricidade na região de Hidrolândia, as pessoas se reuniam com vizinhos, amigos, parentes para ouvir as historias de assombração. Era de costume no cotidiano dessas pessoas, pois não tinham outras coisas para ocupar seu tempo.
Com a chegada da eletricidade na região, as pessoas foram deixando de lado estes costumes, pois a haviam outras coisas para ocupar o seu tempo como a televisão entre outros.
E como a as pesquisas mostraram, os meios de comunicação influenciaram bastante para que os jovens não ocupassem seu tempo ouvindo historias dos mais velhos. E não só os jovens que ocupam seu tempo com os meios de comunicação, mas os mais velhos também ocupam seu tempo assistindo novelas e programas TV, deixando de repassar as historias culturais para a próxima geração.
6 - METODOLOGIA
Abordou-se nesse projeto de pesquisa um tema relacionado a historias culturais.
Usou-se nesse projeto de pesquisa um caderno de anotações, um gravador e um caderno de questionários e uma câmera digital.
Usou-se nesse projeto um tipo de pesquisa descritiva, utilizou-se nele um método de perguntas, descrições e observações.
Entrevistaram-se algumas pessoas da comunidade atrás de esclarecimentos de indagações estabelecidas pelo grupo.
Indagou-se. E com as indagações estabeleceu-se uma serie de perguntas para os entrevistados.
Analisaram-se vários artigos, monografias e matérias obtidas na internet.
Tiraram-se todas as conclusões necessárias para as conclusões do projeto de pesquisa.
6 - CRONOGRAMA
Na primeira semana do lançamento da proposta da feira de ciências da escola, foi escolhido o tema geral da pesquisa.
Na segunda, terceira, quarta e quinta semana foi feito o levantamento bibliográfico necessários para o projeto de pesquisa. Na segunda e terceira semana foi feita a elaboração do anteprojeto. Na quinta semana foi feito a apresentação do projeto para a coordenação geral da feira de ciências.
Coletaram-se os dados na terceira, quarta, quinta, sexta e sétima semana. Analizou-se os dados obtidos na quinta, sexta e sétima semana. Organizou-se o roteiro do projeto na sétima penúltima semana. Foi feito a redação do trabalho na sexta sétima e ultima semana.
Entregou-se a pesquisa na ultima semana.
8-BIBLIOGRAFIA
BAIRON, Sérgio; PETRY, Luís Carlos. Hipermídia, psicanálise e história da cultura: making of.
São Paulo, SP: Mackenzie/co-edição com EDUCS, 2000.
ARANTES, Antônio Augusto. O que é cultura popular. São Paulo: Brasiliense, 1987.
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças de velhos. 2 ed. São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 1987.
CANCLINI, Nestor Garcia. As Culturas Populares no Capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1986.
THOMPSON, Paul. A voz do Passado – História Oral. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
SANTOS, José Luiz dos. O que é cultura. São Paulo: Brasiliense, 1985.
Entrevistas orais:
José Leandro Moreno de Lima, 09 de dezembro de 2011
Francisco Alves Pereira, 09 de dezembro de 2011
Sr ª Eunice Paulo de Farias, 09 de dezembro de 2011
Sr ª Francisca Martins de Farias, 26 de novembro de 2011